Basílio

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13 de novembro de 2016

Biografia: Frei José de Santa Rita Durão


Resultado de imagem para santa rita durãoSítio consultado: https://www.youtube.com/watch?v=rWix8Q7hCJE (Acesso em 12/11/2016)


  José de Santa Rita Durão foi um orador, poeta e religioso luso-brasileiro. Nasceu no ano de 1722 em Cata Preta, perto da cidade de Mariana em Minas Gerais. Estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janeiro até os dez anos. No ano seguinte foi para a Europa, onde se tornaria padre agostiniano. Doutorou-se em Filosofia e Teologia pela Universidade de Coimbra. 

 Entrou para ordem de Santo Agostinho mas, durante o governo de Sebastião José de Carvalho e Melo, fugiu para Roma e trabalhou como bibliotecário por mais de 20 anos.

 Santa Rita Durão exalta a paisagem brasileira, os seus recursos naturais e os índios, expressando seu nativismo. Faz referências a fatos históricos, do século 16 e sua época. Suas obras pertencem ao Arcadismo a qual valoriza a vida natural e simples, distante da corrupção.

OBRAS:

  Um tributo do autor à sua terra natal, Caramuru (1781) é uma das suas únicas obras restantes -e a mais famosa. É um poema épico composto de dez cantos que conta a história de um náufrago português chamado Diogo Álvares Correia, conhecido como Caramuru, que viveu entre os Tupinambás. O poema tem como inspiração os escritos de Luís Vaz de Camões e utiliza sonhos, previsões e mitologia grega.
  Pro anmia studiorum instauratione oratio (1778) é outra obra dele.





Sítios Consultados:

Biografia: José Basílio da Gama

Biografia

José Basílio da Gama era filho do capitão-mor, Manuel da Costa Villas-Boas e de uma neta de Leonel da Gama Belles, oficial da Colônia, de quem adotou o nome. Estudou no Rio de Janeiro, no Colégio dos Jesuítas, mas com a expulsão da Companhia de Jesus, já noviço, transferiu-se para o Seminário Episcopal de São José.

Depois de passar por Coimbra e Lisboa, foi estudar em Roma, mas por ligações com os jesuítas, acabou sendo julgado pelo Tribunal da Inquisição e recebendo a pena de degredo em Angola. Depois, foi perdoado por Pombal, porque fez um "Epitalâmio" à filha do Marquês, onde elogia o Ministro e ataca os jesuítas.

Participou da efervescência do Arcadismo português, revelando assim, seu talento de poeta neoclássico, ao escrever poesias líricas e, especialmente, épica. Com O Uraguai consegue a celebridade, ao reverter o esquema épico tradicional; harmonizar a paisagem à ação épica, dando-lhe plasticidade, além de tratar os indígenas como matéria poética, e não apenas informativa. Utiliza os versos da tradição épica neolatina, o decassílabo, com o qual consegue efeitos sonoros e imagéticos que reforçam os significados.

O poema é também um canto de louvor à política de Pombal, com dedicatória ao Ministro da Marinha, Mendonça Furtado, irmão do mesmo Marquês, que trabalhou na demarcação dos limites setentrionais entre Brasil e América Espanhola, cumprindo o Tratado de Madri. Desde modo, acabou membro da Academia Real das Ciências de Lisboa.

Principais obras:
* "Epitalâmio às Núpcias da Senhora. Dona Maria Amália" (1769); "O Uraguai" (1769); "A Declamação Trágica" (1772); "Quitúbia" (1791).
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Referências:
http://educacao.uol.com.br/biografias/basilio-da-gama.htm
http://www.soliteratura.com.br/arcadismo/arcadismo05.php
Postado por: Danilo Falante.

Biografia: Tomás Antônio Gonzaga

Conhecido pelo nome arcádico Dirceu, Tomás Antônio Gonzaga foi jurista, além de poeta árcade. Nasceu em Portugal, na cidade de Porto e foi filho da portuguesa Tomásia Isabel Clarque e do nordestino João Bernardo Gonzaga.
Passou parte da infância no Recife e na Bahia, onde o pai servia na magistratura, mas ainda na adolescência retornou a Portugal para completar seu curso de direito e o concluiu aos 24 anos. Depois de se formar, exerceu alguns cargos de jurídicos e,  em 1778, foi nomeado juiz-de-fora na cidade de Beja(com exercício até 1781). No ano seguinte, foi indicado para ocupar o cargo de ouvidor em Vila Rica(atual Ouro Preto).
Nessa época, conheceu Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão, retratada como Marília de Dirceu nos poemas de Tomás. Uma adolescente de 17 anos que se relacionaria com um homem de 40(Dirceu). O poeta pediu a moça em casamento, mas, por sua condição financeira, sofria oposição da família de Maria.
Em 1789, Tomás Antônio Gonzaga foi acusado de participação na Inconfidência Mineira e acabou por ser enviado para a Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro e dali partiu para Moçambique, onde se casou com Juliana de Sousa Mascarenhas, filha de um rico comerciante de escravos, e teve um casal de filhos.
O poeta escreveu poesias líricas que refletem sua trajetória . Antes da prisão, apresentam a ventura do amor e a satisfação com o momento presente(algo típico do arcadismo, tendo um termo específico- Carpe Diem). Depois, trazem o infortúnio e a injustiça.
Tomás também ocupou a cadeira 37 da ABL(Academia Brasileira de Letras). Morreu no mês de fevereiro de 1810 em dia desconhecido.
Glossário:
Ouvidor: que ou aquele que ouve; ouvinte.
      que ou aquele que se nomeava esp. para atuar em repartição pública (ministério ou tribunal) [diz-se de juiz].                                                             
Ventura: sorte (boa ou má); fortuna, destino, acaso.
Infortúnio: má fortuna; adversidade, desdita, infelicidade.
    acontecimento, fato infeliz que sucede a alguém ou a um grupo de pessoas.
Principais Obras:
  • Cartas Chilenas
  • A jovem Doroteia
  • Marília de Dirceu

Um pouco de história:
Inconfidência Mineira :foi uma tentativa de revolta abortada pelo governo em 1789, em pleno ciclo do ouro. Ocorreu em Minas Gerais(na época, uma capitania). A luta foi um dos mais importantes movimentos sociais brasileiros. Neste  período, era grande a extração de ouro, principalmente na região de Minas Gerais. Os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, vinte por cento de todo ouro encontrado acabava nos cofres portugueses. Aqueles que eram pegos com ouro “ilegal” (sem  ter pagado o imposto”) sofriam duras penas, podendo até ser degredados (enviados a força para o território africano, como Tomás).
Com a grande exploração, o ouro começou a diminuir nas minas. Mesmo assim as autoridades portuguesas não diminuíam as cobranças. Nesta época, Portugal criou a Derrama, seguindo as regras da mesma, cada região de exploração de ouro deveria pagar 1500 kg de ouro por ano para a metrópole. Quando as exigências não eram cumpridas,  soldados da coroa entravam nas casas das famílias para retirarem os pertences até completar o valor devido.
Todas estas atitudes foram provocando uma insatisfação muito grande no povo e, principalmente, nos fazendeiros rurais e donos de minas que queriam pagar menos impostos e ter mais participação na vida política do país. Alguns membros da elite brasileira, influenciados pela idéias de liberdade que vinham do iluminismo europeu, começaram a se reunir para buscar uma solução definitiva para o problema: a conquista da independência do Brasil.
O grupo foi liderado por Tiradentes, e outros participantes eram: os poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, Inácio de Alvarenga, o padre Rolim, entre outros representantes da elite mineira.

A Inconfidência Mineira transformou-se em símbolo máximo de resistência para os mineiros, a exemplo da Guerra dos Farrapos para os gaúchos, e da Revolução Constitucionalista de 1932 para os paulistas.
Sítios consultados:




















    Postado por: Lara Machado

    7 de novembro de 2016

    Cláudio Manuel da Costa - Biografia, obras e suas características.

    Cláudio Manuel da Costa


    Biografia:

    Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) foi um poeta do Brasil colônia. Um dos maiores poetas do arcadismo, escola literária trazida da Europa, que valorizava a vida no campo e os elementos da natureza. Homem culto conhecedor de Camões e Petrarca, deixou uma obra literária muito rica. Foi aluno da Universidade de Coimbra. Sua carreira literária teve início com a publicação do livro "Obras Poéticas". Tornou-se conhecido também por sua participação na Inconfidência Mineira. É Patrono da cadeira nº 8 da Academia Brasileira de Letras.
    Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) nasceu na zona rural de Ribeirão do Carmo, hoje Mariana, em Minas Gerais. Filho de João Gonçalves da Costa, ligado à mineração, e Teresa Ribeira de Alvarenga, natural de Minas Gerais. De família rica, estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janeiro e em 1753 formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Em Portugal teve contato com as renovações da cultura empreendida pelo Marquês de Pombal e Verney.
    Dedicou-se à poesia, tendo publicado vários folhetos de versos. Depois de formado em Direito, regressou ao Brasil, em 1754, para exercer em Vila Rica, hoje a cidade de Ouro Preto, as funções de advogado e fazendeiro. Entre 1762 e 1765 exerceu o cargo de Secretário do Governo da Capitania.
    Cláudio Manuel da Costa iniciou sua carreira literária em 1768, com a publicação de "Obras Poéticas", livro que marca o início do arcadismo no Brasil. O poeta cultivou a poesia lírica e a épica. Na lírica o tema é a desilusão amorosa, na épica sua poesia é inspirada na descoberta das minas, na saga dos bandeirantes e nas revoltas locais.
    Cláudio Manuel da Costa tornou-se conhecido também por sua participação na Inconfidência Mineira, movimento pela independência do Brasil, que ocorreu em 1789 em Vila Rica. Os poetas Tomás Antônio Gonzaga, Inácio José de Alvarenga Peixoto, seus companheiros em Coimbra e Joaquim José da Silva Xavier, Joaquim Silvério dos Reis, entre outros, preparavam uma revolta para estabelecer um governo independente de Portugal. Traídos por Joaquim Silvério dos Reis, os conspiradores foram presos.
    Cláudio Manuel da Costa foi levado para prisão, no dia 25 de maio de 1789 e encontrado morto no dia 4 de julho do mesmo ano.

    Suas Obras:

    Munúsculo Métrico, poesia, 1751
    Epicédio, poesia, 1753
    Labirinto de Amor, 1753
    Números Harmônicos Temperados em
    Heroica e Lírica Ressonância, poesia, 1753
    Obras Poéticas, poesia, 1768
    Vila Rica, poesia, 1839

    Características: 

     Ele cultivava a simplicidade, a poesia bucólica e pastoril, que exalta a natureza, a inquietação amorosa platônica. Também em seus poemas, retratava o cenário rochoso de Minas que era uma constante em seus versos que expressam mortificação interior causada pelo contraste entre o rústico mineiro e a experiência cultural européia. Seus sonetos, de cadência camoniana, se destacam pela perfeição formal, linguística, pelo verso decassílabo e pela contemplação da vida.


     Resultado de imagem para cláudio manuel da costa





















    http://www.academia.org.br/sites/default/files/academicos/fotografias/claudio-manuel-da-costa.jpg


    Referências:


    https://www.ebiografia.com
    https://brasilescola.uol.com.br
    www.resumoescolar.com.br


    Postado por:

    Pâmella B.





    24 de setembro de 2016

    Biografia: Padre Antônio Vieira


       Padre Antônio Vieira, foi um religioso, escritor, filósofo e orador português nascido em Lisboa. Ele foi uma grande imagem no Brasil colonial no século XVII, se destacando na política e oratória, sendo um dos maiores escritores de seu século.
       Como religioso, defendeu por demais os direitos indígenas, combatendo a exploração de suas terras e sua escravização e catequizando-os. Por eles, era chamado de “Paiaçu”, palavra de origem tupi que significa “grande pai”. Ele também defendia os judeus, se opondo à distinção de cristãos novos (judeus convertidos) e cristãos velhos (católicos tradicionais) e também era contra a escravatura indígena. Também fez críticas aos sacerdotes de sua época e se opôs á Inquisição.
       Escreveu cerca de 500 cartas e profecias e 200 sermões, que são extremamente essenciais para a literatura brasileira, muito importantes para o barroco brasileiro e português, sendo muito utilizados em universidades, que exigem sua leitura.
       Padre Antônio se fixou em Salvador, na Bahia quando tinha apenas 6 anos e a partir dos 15 ingressou na Companhia de Jesus. Além de ter estudado teologia, também estudou física, metafísica, matemática, economia e lógica.

       Em 1661, foi obrigado a deixar o Maranhão, pois foi pressionado pelos senhores de escravos que não concordavam com sua oposição à escravidão indígena. Então, voltou para Lisboa, onde nasceu. Contudo, foi condenado pela inquisição por seus manuscritos heréticos de 1665 a 1667. Viveu em Roma até 1676 e em 1681 voltou para o Brasil e passou a dedicar-se à literatura. Morreu aos 89 anos, a Bahia.

    Resumo biográfico escrito por: Ithalo Vitipó

    22 de setembro de 2016

    Quem era Gregório de Matos? - Biografia e obras


    Biografia

    Gregório de Matos (1636-1695) foi um poeta brasileiro. Desenvolveu uma poesia lírica e religiosa, mas se destacou por sua poesia satírica, recebendo o apelido de "Boca do Inferno".
    Gregório de Matos (1636-16965) nasceu em Salvador, Bahia, no dia 23 de dezembro de 1636. Filho de pai português e mãe baiana, frequentou o Colégio da Companhia de Jesus. Foi estudar na Universidade de Coimbra. Em 1661 já está casado e formado em Direito. Neste mesmo ano, é nomeado juiz em Alcácer do Sal, no Alentejo. Volta à Salvador, nomeado procurador da cidade, junto a corte portuguesa. Fica viúvo e casa-se novamente.
    Além de grande poeta, fez também um trágico retrato da vida e da cultura baiana do século XVII. Como não havia imprensa no Brasil Colônia, seus poemas tiveram circulação escrita e oral. Sua produção poética pode ser dividida em três linhas: satírica, lírica e religiosa. Seus poemas líricos e religiosos revelam influência do barroco espanhol. Sua poesia satírica é do tipo que ataca sem compostura, toda a sociedade baiana, da qual ele se sentia um censor e uma vítima. Por suas críticas ferinas, recebeu o apelido de "Boca do Inferno".
    Em 1694, por suas críticas violentas e debochadas às autoridades da Bahia, é degredado para Angola. Em 1695 recebe permissão para voltar ao Brasil, mas não para a Bahia. Vai viver na cidade do Recife.
    Gregório de Matos Guerra morreu no Recife, no dia 26 de novembro de 1695.
    Gregório de Matos não publicou nada em vida. A totalidade de sua obra se manteve inédita, até quando Afrânio Peixoto a reuniu em 6 volumes, publicados no Rio de Janeiro, pela Academia Brasileira de Letras, entre 1923 e 1933, sob o título de "Obras de Gregório de Matos".

    Algumas de suas obras: 

    I. Sacra :


    Gregório de Matos é amplamente conhecido por suas críticas à situação econômica da Bahia, especialmente de Salvador, graças à expansão econômica chegando a fazer, inclusive, uma crítica ao então governador da Bahia Antonio Luis da Camara Coutinho. Além disso, suas críticas à Igreja e a religiosidade presente naquele momento. Essa atitude de subversão por meio das palavras rendeu-lhe o apelido de "Boca do Inferno", por satirizar seus desafetos;
    Ex: 
    Soneto a Nosso Senhor
    Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
    Da vossa alta clemência me despido;
    Porque quanto mais tenho delinquido
    Vos tem a perdoar mais empenhado.
    Se basta a voz irar tanto pecado,
    A abrandar-vos sobeja um só gemido:
    Que a mesma culpa que vos há ofendido,
    Vos tem para o perdão lisonjeado.
    Se uma ovelha perdida e já cobrada
    Glória tal e prazer tão repentino
    Vos deu, como afirmais na sacra história.
    Eu sou, Senhor a ovelha desgarrada,
    Recobrai-a; e não queirais, pastor divino,
    Perder na vossa ovelha a vossa glória.

    II. Lírica :
    Em sua produção lírica, Gregório de Matos se mostra um poeta angustiado em face à vida, à religião e ao amor. Na poesia lírico-amorosa, o poeta revela sua amada, uma mulher bela que é constantemente comparada aos elementos da natureza. Além disso, ao mesmo tempo que o amor desperta os desejos corporais, o poeta é assaltado pela culpa e pela angústia do pecado.
    Ex: 
    À mesma d. Ângela
    Anjo no nome, Angélica na cara!
    Isso é ser flor, e Anjo juntamente:
    Ser Angélica flor, e Anjo florente,
    Em quem, senão em vós, se uniformara:
    Quem vira uma tal flor, que a não cortara,
    De verde pé, da rama fluorescente;
    E quem um Anjo vira tão luzente,
    Que por seu Deus o não idolatrara?
    Se pois como Anjo sois dos meus altares,
    Fôreis o meu Custódio, e a minha guarda,
    Livrara eu de diabólicos azares.
    Mas vejo, que por bela, e por galharda,
    Posto que os Anjos nunca dão pesares,
    Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

    IV e V. Satírica :

    Gregório de Matos é amplamente conhecido por suas críticas à situação econômica da Bahia, especialmente de Salvador, graças à expansão econômica chegando a fazer, inclusive, uma crítica ao então governador da Bahia Antonio Luis da Camara Coutinho. Além disso, suas críticas à Igreja e a religiosidade presente naquele momento. Essa atitude de subversão por meio das palavras rendeu-lhe o apelido de "Boca do Inferno", por satirizar seus desafetos
    Ex: 
    Triste Bahia
    Triste Bahia! ó quão dessemelhante 
    Estás e estou do nosso antigo estado!
    Pobre te vejo a ti, tu a mi abundante.
    A ti tricou-te a máquina mercante,
    Que em tua larga barra tem entrado,
    A mim foi-me trocando e, tem trocado,
    Tanto negócio e tanto negociante.





    Cacterísticas:



    A poesia de Gregório de Matos é religiosa e lírica. Absolutamente conforme com a estética do Barroco, abusa de figuras de linguagem; faz uso do estilo cultista e conceitista, através de jogos de palavras e raciocínios sutis. As contradições, próprias, talvez, de sua personalidade instável, são uma constante em seus poemas, oscilando entre o sagrado e o profano, o sublime e o grotesco, o amor e o pecado, a busca de Deus e os apelos terrenos. 
    É mais conhecido por sua sátira ferina, azeda e mordaz, usando, às vezes, palavras de baixo calão, daí seu apelido: Boca do Inferno. Critica todos os aspectos da sociedade baiana, particularmente o clero e o português. A atitude nativista que disso resulta é apenas conseqüência da situação na Colônia brasileira;


    Agora, um pequeno vídeo falando um pouco mais sobre Gregório de Matos, o poeta "Boca do Inferno":



    Referências : 

    www.soliteratura.com.br

    www.colegioweb.com.br

    www.ebiografia.com
    -Pâmella B.